Os desafios e as causas da paralisação de obras públicas no Brasil, em especial as infraestruturas de saúde e saneamento básico. Foi esse o tema da palestra ministrada pela presidente Adriana Portugal e pelo diretor do Ibraop, Rafael Di Bello, durante realização de um workshop organizado pelo grupo de trabalho responsável pela temática “Retomada de Obras Públicas” da Rede Integrar, no dia 3 de junho, em Brasilia (DF).

Em suas falas, Adriana e Di Bello expuseram como falhas de gestão, interrupções financeiras e a má-fé de empreiteiras — exemplificada pelo “jogo de cronograma” — impedem a conclusão de projetos essenciais.
O auditor federal trouxe exemplos de casos concretos – coletados a partir de dados do Tribunal de Contas da União (TCU) – de municípios como Rio Branco do Sul e Santo Antônio do Descoberto, onde unidades de saúde foram abandonadas ou sofrem grave deterioração estrutural.
Ele também sugeriu a reestruturação das áreas de engenharia nos órgãos públicos para garantir fiscalizações mais rigorosas e contratos equilibrados. E defendeu uma gestão pública mais eficiente e ética para assegurar que os recursos federais resultem em benefícios diretos à cidadania.
Já Adriana prospectou parcerias futuras entre o Ibraop e a Rede Integrar: “Não descartamos a possiblidade de, eventualmente, formar um grupo de trabalho no Ibraop para transformar as experiências do GT da Rede Integrar em procedimentos de auditorias”, disse.
NT 03/2024 – A Nota Técnica IBRAOP 03/2024, intitulada “Providências indispensáveis para retomada das obras paralisadas”, foi um dos destaques da apresentação.
O documento funciona como um guia prático de governança para orientar gestores e órgãos de controle no processo de destravar investimentos públicos. Suas orientações são fundamentadas na necessidade de planejamento estratégico e na análise técnica profunda antes da tomada de decisão pela retomada.
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