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O Ibraop participou de audiências públicas promovidas pela Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle, no Senado Federal nos dias 06 e 13 de abril. Estavam também representados o TCU, a Caixa Econômica Federal, o DNIT, o CONFEA, a CGU, INFRAERO, ABRAMAT e SINICON.
As reuniões tiveram como objetivo discutir parâmetros de preços para obras públicas e cada uma das instituições teve a oportunidade de apresentar metodologias e suas considerações sobre a formação de preços. Os debates estiveram voltados principalmente para a utilização dos sistemas SINAP, da CEF e SICRO, do DNIT.
Além de opinar sobre os sistemas de preço e sugerir a utilização de sistemas provenientes de outros órgãos especializados, o Ibraop representado por seu Vice Presidente, o Engenheiro Civil Pedro Paulo Piovesan de Farias, enfatizou a necessidade de os orçamentos para licitações de obras públicas basearem-se em projetos completos e elaborados por profissionais habilitados e com experiência.
Nessa linha de discussão, tratou de ressaltar a fragilidade dos setores de engenharia e arquitetura dos órgãos públicos que por estarem desmantelados, carentes de mão de obra e equipamentos modernos e especializados, não conseguem atender à demanda de bons projetos.
Segundo Farias, os técnicos de Tribunais de Contas vêm constatando por meio de seus trabalhos de auditoria em todos os estados do Brasil que a maior causa de insucesso das obras públicas está na falta de projetos completos já na fase de licitação e na falta de profissionais habilitados nas unidades responsáveis por realizar obras do setor público.
E ainda, que o Brasil precisa dispor de melhores condições técnicas na realização de suas construções, de modo que “a administração pública deva primar pela excelência nas obras públicas, e não ficar exposta a mediocridade”, concluiu o Vice Presidente do IBRAOP.
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